TV Globo: Menos É Mais fala sobre Brasília, pagode, sucesso nas redes e mistura de ritmos no "Conversa com Bial"
A edição traz apresentações musicais de “P do Pecado”, “Domingo”, “Brinda Aê”, “Coração Partido” e “Aquele Lugar”
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| Foto: Divulgação |
Direto de Brasília, às margens do Lago Paranoá, Pedro Bial recebe o grupo Menos É Mais no ‘Conversa com Bial’ da próxima terça-feira, dia 1º de setembro. Em uma edição embalada por pagode, memória afetiva e histórias de estrada, Duzão, Gustavo Goes, Paulinho Félix e Ramon Alvarenga conversam sobre a relação do grupo com a capital federal, a construção de uma identidade própria no samba e o caminho que transformou vídeos gravados de forma simples em um fenômeno nacional.
Ao longo do encontro, os integrantes refletem sobre a força de Brasília na sonoridade do grupo. Em uma cidade que reúne sotaques, histórias e referências de diferentes regiões do país, o Menos É Mais reconhece nessa mistura uma das marcas de sua música. “O Brasil todo está aqui. Brasília é aquela misturinha, né?! Veio gente de cada canto e formou essa identidade gostosa que o Menos É Mais trouxe para a música: o nosso jeito de tocar, de fazer pagode”, afirma Ramon.
A conversa também passa pelas origens familiares e musicais dos membros. Paulinho lembra a influência do avô, Seu Teodoro, responsável por levar a tradição do Bumba-Meu-Boi do Maranhão para Brasília, e fala da presença da música dentro de casa desde a infância. Duzão recorda a formação no Gama, em meio à cultura da periferia, do rap e das rodas de samba, enquanto Gustavo Goes relembra a chegada ao Distrito Federal ainda criança e a adaptação ao jeito brasiliense de falar e viver.
O sucesso do projeto ‘Churrasquinho’, lançado em 2019, ganha destaque na entrevista. Gravado em um quintal, com repertório que já fazia parte dos pagodes do grupo, o medley abriu uma estrada pela internet e alcançou números bilionários. Para Gustavo, mesmo com estratégia e trabalho, há uma parte da trajetória que permanece inexplicável. “Acho que o Menos É Mais vive o inexplicável há muito tempo. Desde que tudo isso aconteceu, a gente vive uma realidade paralela. Eu sempre brinco com os meninos que um dia a gente estava bebendo em um estacionamento e se teletransportou para esse lugar em que a gente está hoje”, conta.
No programa, o grupo também fala sobre a passagem do sucesso virtual para o encontro presencial com o público depois da pandemia, o equilíbrio entre regravações e repertório autoral e a repercussão de músicas como “P do Pecado”, parceria com Simone Mendes, e “Coração Partido”, versão em pagode para a canção de Alejandro Sanz. “Qualquer coisa vira samba. Acho que muito do que a gente faz hoje vem de beber um pouco dessa fonte de Brasília. Aqui se escuta todos os tipos de música, então essa mistura de outros ritmos no samba aconteceu de forma natural”, diz Gustavo.
A edição tem ainda apresentações musicais de “P do Pecado”, “Domingo”, “Brinda Aê”, “Coração Partido” e “Aquele Lugar”, além de momentos bem-humorados sobre família, primeiras conquistas com o sucesso e a convivência entre os integrantes, que se definem como uma grande família.
‘Conversa com Bial’ vai ao ar na TV Globo às terças-feiras, após ‘Estrelas da Casa’. O programa tem apresentação e redação final de Pedro Bial, direção de Fellipe Awi, direção artística de Gian Bellotti e produção de Anelise Franco. A direção de gênero é de Monica Almeida.
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