"The Dutchess", álbum que transformou Fergie em potência solo, completa 20 anos

Com ajuda de will.i.am, líder do Black Eyed Peas, Fergie gravou o que se transformaria em sua marca pessoal

Fergie | Fotos: Ellen von Unwerth


Há 20 anos, Fergie deixava por alguns instantes o posto de voz feminina do Black Eyed Peas para provar que também conseguia dominar o pop sozinha. Lançado em 13 de setembro de 2006, The Dutchess marcou a estreia solo da cantora e se transformou em um dos álbuns mais emblemáticos do pop dos anos 2000.

O projeto chegou em um momento no qual Fergie já era mundialmente conhecida pelo sucesso do Black Eyed Peas, mas apresentou uma artista com identidade própria. Misturando pop, hip-hop, R&B, reggae e soul, o disco passeava sem cerimônia entre a provocação de “London Bridge” e “Fergalicious”, o luxo assumido de “Glamorous” e a vulnerabilidade de “Big Girls Don't Cry”.

Fergie | Fotos: Ellen von Unwerth


E os números acompanharam o tamanho daquela era. The Dutchess chegou ao segundo lugar da Billboard 200 e permaneceu 94 semanas na parada. Nos Estados Unidos, “London Bridge”, “Glamorous” e “Big Girls Don't Cry” alcançaram o primeiro lugar da Billboard Hot 100, enquanto “Fergalicious” e “Clumsy” também entraram no Top 5. Na prática, cada um dos cinco principais singles do álbum virou um grande sucesso.

Além das músicas que dominaram rádios e paradas, The Dutchess também mostrou uma versatilidade que muitas vezes ficava escondida dentro do Black Eyed Peas. Fergie podia brincar com o exagero pop em “Fergalicious”, assumir uma balada gigantesca em “Big Girls Don't Cry” e terminar o disco ao lado de John Legend na delicada “Finally”. Era um álbum pop sem medo de mudar de roupa a cada faixa.

Fergie | Fotos: Ellen von Unwerth


Duas décadas depois, boa parte daquele repertório continua diretamente ligada à imagem de Fergie. A cantora lançaria apenas mais um álbum solo, Double Dutchess, em 2017, mas foi seu primeiro trabalho que definiu sua carreira fora do grupo e ajudou a construir a trilha sonora de uma geração.

Vinte anos depois, uma coisa continua muito clara: 2006 foi definitivamente Fergalicious.