Histórias de brasileiros que decidiram recomeçar são tema do "Globo Repórter" desta sexta (4)

Programa acompanha personagens que enfrentaram medos, retomaram sonhos e descobriram novas possibilidades por meio da educação, do esporte e de mudanças de vida

Luiz Antônio de Oliveira é historiador, diretor do Museu da Maré, no Rio de Janeiro, e começou a aprender a nadar aos 58 anos | Foto: Globo/Divulgação.



Aprender a nadar, ler, dirigir, pedalar, entrar na faculdade ou mudar de profissão. Não existe idade certa para recomeçar. O ‘Globo Repórter’ desta sexta-feira, dia 4, apresenta histórias de brasileiros que decidiram aprender algo novo na vida adulta e encontraram, nesse processo, caminhos para superar medos, conquistar autonomia e realizar sonhos antigos. Com reportagens de Janaina Lepri, o programa mostra como diferentes formas de aprendizado podem transformar trajetórias e ampliar horizontes em qualquer fase da vida.

Luiz Antônio de Oliveira é historiador, diretor do Museu da Maré, no Rio de Janeiro, e começou a aprender a nadar aos 58 anos, mesmo depois de uma vida inteira longe da piscina e do mar. Nascido e criado no Complexo da Maré, ele relembra como retomou os estudos na vida adulta, trocou o curso de Contabilidade por História e ajudou a construir o museu que, há duas décadas, preserva a memória da comunidade.

Em Taubaté, avô e neto passaram a dividir a mesma sala de aula. Aos 67 anos, Johnny Powell voltou à universidade para cursar Nutrição e surpreendeu o neto, Guilherme Hofstetter Powell, que já estudava na mesma graduação. A história reflete uma tendência apontada pelo Mapa do Ensino Superior no Brasil: entre 2013 e 2023, o número de universitários com mais de 60 anos cresceu 22% nos cursos presenciais e mais de 600% na modalidade online, segundo dados da Semesp.

O programa também acompanha a trajetória de Maria de Jesus, faxineira alfabetizada aos 57 anos. Depois do trabalho, ela estuda pelo celular em um projeto social voltado a adultos que não tiveram acesso à educação formal. Aprender a ler permitiu que Maria conquistasse mais autonomia para lidar com situações cotidianas, desde identificar a condução correta até utilizar serviços bancários digitais.

Outros aprendizados chegam por meio do movimento. Marilza Ferreira aprendeu a andar de bicicleta aos 62 anos e transformou um desejo guardado desde a infância em parte da rotina. Três anos depois, participa de cicloviagens e já percorreu trajetos de até 100 quilômetros. A reportagem também acompanha Marina da Conceição Almeida, que, aos 80 anos, enfrenta o medo para realizar o mesmo sonho.

Essas e outras histórias estarão no ‘Globo Repórter’ desta sexta-feira, que investiga o que acontece quando adultos decidem ultrapassar limitações e se abrir para novos desafios. Ao longo da edição, especialistas explicam como o cérebro preserva sua capacidade de aprendizagem ao longo da vida e por que o aprendizado contínuo pode trazer benefícios que vão além do conhecimento, com impactos na autoestima, na autonomia e no bem-estar.

O ‘Globo Repórter’ vai ao ar nesta sexta-feira, dia 4 de setembro, logo após ‘Estrelas da Casa’.