Espetáculo “Lucha - recordar o que há em nós” estreia em São Paulo

A atriz Marília Amorim recria sua história familiar, marcada por lacunas e rupturas, em espetáculo que estreia no dia 10 de outubro no Espaço Cultural A Próxima Cia

Marília Amorim | Foto: Alicia Perez


Com título inspirado no nome artístico de sua avó, que foi atriz de teatro e rádio-novela nos anos 60 no Peru, Lucha Castillo, “Lucha - recordar o que há em nós” condensa uma jornada com mais de 20 anos de busca da atriz-criadora, Marília Amorim, pela própria história e identidade. O acesso interditado à família paterna, que só se tornaria consciente na vida adulta, era o fio de uma intrincada trama, marcada pela ruptura de seu pai com a própria família durante as ditaduras na América Latina.

“Lucha - recordar o que há em nós” foi construído a partir dos fragmentos de memória resgatados pela atriz durante os três anos de pesquisa e criação da obra, que se utilizou de fontes autênticas, como cartas, diários, objetos, entrevistas, fotografias, relatos orais, memórias pessoais, registros de viagens etc. para criar uma  narrativa cênica que transcende os limites de relato biográfico, traduzindo-se como uma recriação da própria história no campo poético, trazendo uma reflexão profunda sobre o que compõe nossa memória e identidade, o quanto carregamos do que herdamos, mesmo sem o saber, e o que é que escolhemos transmitir e deixar aos que virão depois de nós. 

Erguida de forma independente, a obra é o primeiro espetáculo solo da atriz, que após uma trajetória de mais de 25 anos em processos artísticos realizados em teatro de grupo, lança-se nesta produção autoral junto ao seu grupo IMPULSO Coletivo.

 

 

Sinopse

 

Sem saber-se uma chasqui - mensageira atemporal do Império Inca, e herdeira de um enorme quipu, um sistema de arquivo com memórias atadas em fios e nós, a atriz parte em jornada buscando reconstruir aquilo que ainda não é capaz de decifrar.

Seu ponto de partida é o encontro com uma enorme ausência, que aos poucos vai desvelar a história de seu pai, migrante peruano que chegou ao Brasil nos anos 70, e a faz restaurar a história da família paterna que não conheceu, recebendo legados preciosos, como o diário de bordo de uma tia que atravessou o oceano Atlântico em um veleiro e o violão de sua avó, Dona Lucha, que foi atriz de teatro no Peru.

A partir de um enredo que mescla ficção e história familiar, a atriz mergulha em sua própria história enfrentando os medos, tabus e segredos dos seus ancestrais, operando o ato de recordar como um gesto que dá novos sentidos ao tempo presente e aos que permanecem depois de nós.

 

Serviço
LUCHA, recordar o que há em nós

Concepção, dramaturgia e atuação: Marília Amorim

Direção:  Jorge Peloso

 

Duração: 75 minutos

Gênero: drama
Classificação: Livre

Temporada: 10 de outubro a 01 de novembro de 2026
Sábados e domingos - sábados às 20h e domingos às 18h

Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)
Vendas online em Sympla / Bilheteria (uma hora antes)

 

Espaço Cultural A Próxima Cia. – R. Barão de Campinas, 529 - Campos Elíseos, São Paulo

Lotação: 40 lugares

Cafeteria: sim

Acessibilidade: não

 

 

Ficha técnica

 

Concepção, dramaturgia e atuação: Marília Amorim

Direção:  Jorge Peloso

Cenografia: Marcela Pupatto

Figurino: Gabrielli Lecoña

Documentarista e Arte: Alícia Peres

Trilha sonora: Ale Vianna

Preparação musical - charango Gregorio Lazo

Preparação Corporal - danças andinas Quillay Mendez

Iluminação: Camila Andrade

Design gráfico: Guilherme Antunes

Assessoria de imprensa Flavia Fusco Comunicação

Produção executiva: Marília Amorim e equipe

Realização: IMPULSO Coletivo