Criolo celebra 15 anos de "Nó na Orelha" com turnê pelo Brasil
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| Criolo | Foto: Fernando Schlaepfer |
“Nó na Orelha é um recorte de uma pessoa que nasceu no Brasil, nasceu numa favela e que não deixou de acreditar que a arte pode salvar uma vida”, afirma Criolo sobre o álbum que revisita em uma turnê especial.
Quinze anos depois de seu lançamento, Criolo volta aos palcos em uma turnê especial de Nó na Orelha. Lançado em 2011, o álbum marcou um novo momento na música brasileira ao reunir rap, samba, bolero, afrobeat, reggae e ritmos latinos em um mesmo repertório, ampliando as fronteiras do hip-hop e aproximando diferentes públicos.
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| Foto: Divulgação |
No VMB 2011, da MTV Brasil, o trabalho venceu as categorias de Melhor Álbum, Música do Ano com "Não Existe Amor em SP" e rendeu ao cantor o prêmio de Artista Revelação. Criolo também foi premiado na categoria Revelação pelo júri da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e venceu o Prêmio Faz a Diferença na categoria Música. O disco foi considerado o melhor álbum pela revista Rolling Stone. Em 2026, as canções que atravessaram gerações ganham uma nova celebração ao vivo.
A turnê deu seu pontapé inicial no Coala Festival, em São Paulo, no último dia 13 de setembro, e segue com apresentações já confirmadas no AfroPunk Brasil, em Salvador, no dia 8 de novembro, e no Festival Psica, em Belém, no dia 13 de dezembro. Em 2027, a turnê passa ainda pelo Rio de Janeiro, no dia 4 de abril, no Fundição Progresso; Belo Horizonte, no dia 10 de abril, na Arena Hall; pelo Cine Lido, em Curitiba, no dia 23 de abril; pelo Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, no dia 24 de abril; e pela Suhai Music Hall, em São Paulo, no dia 08 de maio. Novas datas serão anunciadas em breve.
A turnê nasce como resposta à demanda do público pelo disco e propõe uma viagem fiel pelo repertório de Nó na Orelha, preservando seus arranjos originais. A direção artística é assinada por Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, produtores do álbum, que retornam ao projeto 15 anos depois de sua criação.
No setlist as dez faixas do álbum ganham vida novamente, algumas se tornaram marcos da música brasileira contemporânea. "Subirusdoistiozin", primeira música de trabalho do disco, tornou-se um clássico do rap nacional, com suingue e arranjos que renderam inclusive um curta-metragem. "Não Existe Amor em SP", o segundo single, foi eleita a melhor canção nacional de 2011 pela Rolling Stone e emocionou o público do VMB com uma performance ao lado de Caetano Veloso. "Freguês da Meia Noite" revelou o lado bolero do artista, enquanto "Bogotá" abriu o disco com uma cara mais voltada ao soul e recheada de percussão. Juntas, essas canções mostraram um Criolo capaz de transitar entre universos musicais sem perder a coerência poética, e de falar sobre a cidade, a periferia e o amor de um jeito que atravessou fronteiras de gênero e geração.
Criolo destaca o significado de revisitar o álbum agora:
“É uma turnê de agradecimento, genuinamente, a todos. As pessoas que construíram esse álbum estão nessa tour, assim como as pessoas que ficaram anos comigo, cantando nos palcos da vida. O Nó na Orelha sempre foi maior que todos nós, e a música é sempre maior que quem a cria, quem a executa e quem faz acontecer”.
Além de cantor e MC, Criolo consolidou-se como um dos principais cronistas da música brasileira contemporânea. Ao longo de sua trajetória, construiu uma obra que conecta o hip-hop à MPB, ao samba e a diferentes matrizes da música negra, estabelecendo um diálogo constante com a tradição da canção brasileira.
Confira as datas:

