TV Globo: Regina Casé e Benedita Casé refletem sobre inclusão no "Conversa com Bial"

‘Conversa com Bial’ vai ao ar na TV Globo às terças-feiras, após ‘Pablo & Luisão’. O programa tem apresentação e redação final de Pedro Bial

Regina e Benedita Casé | Foto: Estevam Avellar



Mãe e filha, Regina Casé e Benedita Casé são as convidadas do 'Conversa com Bial' desta terça-feira, dia 21. Gravado no teatro do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, com plateia, o programa celebra um momento especial da dupla: ambas estão em cartaz com espetáculos que abordam temas urgentes e contemporâneos. Enquanto Benedita está em ‘Surda’, peça que amplia o debate sobre acessibilidade, inclusão e vivências da comunidade surda, Regina protagoniza ‘Viva a Vida’, obra que convida o público a refletir sobre a crise climática a partir de uma perspectiva sensível e esperançosa, e está no .
 
‘Surda’, espetáculo escrito por Julia Spadaccini, dramaturga que perdeu a audição no fim da adolescência e no início da vida adulta, propõe uma imersão no universo das pessoas surdas, trazendo reflexões sobre identidade, pertencimento, maternidade, autonomia e as barreiras – visíveis e invisíveis – enfrentadas diariamente por essa comunidade. No programa, Benedita fala sobre a experiência de levar essas questões ao teatro e de como sua trajetória pessoal atravessa o trabalho artístico.
 
Benedita recorda ainda o longa ‘90 Decibéis’, em que também interpreta uma mulher surda, e revela que algumas cenas do filme nasceram de sentimentos pessoais. "Existe um medo, sobretudo quando fui morar sozinha, que é como eu vou ficar em casa e não ouvir alguém bater na porta, um incêndio, enfim, situações que possam me colocar em perigo. Mas principalmente quando eu engravidei, tinha medo de ser dependente de outra pessoa para dar conta de cuidar do meu filho, e depois fui entendendo que ele me ajuda muito mais do que eu poderia imaginar, como mudar o tom da voz, me avisar sobre as coisas", conta.
 
Ao refletir sobre inclusão e convivência com as diferenças, Regina traz o termo “capacitismo”, que é o preconceito com pessoas que têm algum tipo de deficiência, ao achar que não são capazes de fazer algo.  “A gente se deu conta, e é algo que me emociona, que a gente luta contra o capacitismo, que é um termo que eu aprendi com ela; ela que me deu o letramento anticapacitista, que sempre achamos que é o outro é capacitista, e eu descobri que eu e ela éramos, então foi libertador para nós também”.
 
Regina, por sua vez, está no teatro com ‘Viva a Vida’, espetáculo idealizado e dirigido por seu marido, Estêvão Ciavatta, que une arte, ciência e tecnologia para propor uma conversa sobre o futuro do planeta. No palco, a atriz protagoniza um encontro poético com a Terra, convidando o público a refletir sobre a crise climática sem recorrer ao alarmismo. A atriz revela que a delicadeza com a qual o tema é tratado é um dos elementos que mais a encantou no projeto: "Digo por mim: sempre que eu vejo uma coisa muito alarmista, eu me sinto mais incapaz, aquilo é paralisante. O que eu acho que o Estevão fez com maestria é ter uma doçura, uma ternura ao criar essa obra. O que eu fiz foi puxar pela emoção, porque eu acho que quando chega aquele momento em que você dá uma chorada ou uma gargalhada, você assimila mais aquilo", explica.