Renato Machado marcou gerações com sua voz e profissionalismo

Jornalista morreu aos 83 anos na manhã dessa quinta-feira (16), no Rio de Janeiro

Renato Machado | Foto: Divulgação/Globo


O jornalista Renato Machado morreu nesta quinta-feira, 16 de julho, aos 83 anos, no Rio de Janeiro. O comunicador estava internado na Clínica São Vicente, localizada na Gávea, Zona Sul da capital fluminense. A causa da morte não foi divulgada pelo hospital.

Com uma trajetória de mais de quatro décadas na televisão, Renato Machado tornou-se uma das figuras mais respeitadas e reconhecidas do jornalismo brasileiro. Contratado pela TV Globo em 1982, apresentou programas como “Jornal da Globo”, “RJTV” e “Bom Dia Brasil”, além de integrar eventualmente a bancada do “Jornal Nacional” e produzir reportagens especiais para o “Globo Repórter”.

Entre 1996 e 2011, Renato esteve à frente do “Bom Dia Brasil”, onde também exerceu a função de editor-chefe e ajudou a transformar o formato do telejornal, ampliando o espaço dedicado à cultura, à música, à gastronomia e às entradas ao vivo. Ao longo dos anos, dividiu a bancada com nomes como Leilane Neubarth e Renata Vasconcellos.

Renato também teve uma extensa experiência internacional. Como correspondente em Londres, acompanhou acontecimentos históricos, entre eles os atentados terroristas ocorridos em Paris em 1986, o desastre nuclear de Chernobyl e, anos mais tarde, a escalada de ataques terroristas na Europa. Sua carreira ainda contou com coberturas da Guerra das Malvinas, da queda do ditador Alfredo Stroessner, no Paraguai, do impeachment de Fernando Collor e da morte de Ayrton Senna.

Além do jornalismo, Renato Machado era conhecido por sua paixão pela música clássica, pela gastronomia e especialmente pelos vinhos, tema sobre o qual escreveu, apresentou programas e produziu diversas reportagens. Antes de iniciar sua trajetória na comunicação, também trabalhou como ator e dublador. Renato deixou a TV Globo em 2021, encerrando uma das carreiras mais marcantes do telejornalismo nacional. 

Renato Machado deixa a esposa, Mônica Morel, a filha, a atriz Maria Eduarda Machado, e uma neta. Seu legado permanece na história da televisão brasileira, marcado pela elegância, pelo conhecimento, pela serenidade diante das câmeras e pelo compromisso com a informação.