Virada Cultural 2026 começa neste sábado (23) com mais de 1.300 atrações gratuitas espalhadas pela cidade e expectativa de 4,8 milhões de pessoas
![]() |
| Foto: Divulgação |
Chegou a hora! A Virada Cultural 2026 começa neste sábado (23) com mais de 1.300 atrações gratuitas em 24 horas ininterruptas de programação, transformando São Paulo na capital da cultura na América Latina.
Realizado pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, o evento deste ano tem o tema “O Festival dos Festivais”, e é uma festa que aposta na diversidade.
Com shows de estrelas de estilos variados, o line-up inclui Thiaguinho, Luísa Sonza, Marina Sena, Titãs, Alexandre Pires, Seu Jorge, Mumuzinho, Gaby Amarantos, Péricles, Gustavo Mioto, Ajulliacosta, MC Hariel, Sidney Magal, Wanessa, Dilsinho, Joelma, Pixote, Cassiane e o maestro João Carlos Martins, em apresentação com participação da escola de samba Mocidade Alegre, na abertura da Virada, às 17h, no Anhangabaú.
O Centro é o local com programação mais abrangente, com pistas de dança, rodas de samba, chorinho, jazz, soul, blues, cultura popular, instalações artísticas, feiras de economia criativa e programação especial em espaços como Copan, Praça das Artes, Mosteiro São Bento, Viaduto do Chá e Largo do Paissandu. Mas as atrações estão distribuídas por todas as regiões, com 22 palcos – 17 nos bairros e cinco no centro –, além de uma ampla rede de equipamentos culturais e espaços parceiros.
Pluralidade
O festival contará com espaços dedicados a diferentes linguagens e públicos, como palco de brega, de artistas mulheres, samba, rock, jazz, piano e gospel.
No Largo do Arouche, as mulheres comandam o espetáculo, com shows de Jadsa, Catto, Brisa Flow, DJ Lys Ventura, Ebony, MC Luanna, Urias, Uli Costa, Bruna Mendes, Núbia, Tulipa Ruiz, Ajulliacosta e Céu.
O Viaduto Santa Ifigênia vira a casa do samba; a Zona Oeste reúne CPM22, Biquíni Cavadão, Black Pantera, Edu Falaschi, Hurricanes e Matanza em uma programação voltada ao rock e à música alternativa; na Praça Dom Gaspar, expoentes do piano se apresentam; o Largo Paissandu recebe grupos folclóricos, de jongo, maracatu e congada; o Palco São João abre espaço para o brega; na Quitanda, quem dá as cartas é o choro.
E as atrações continuam: o Palco São Miguel Paulista é lar do reggae; a Praça da Sé vira uma pista de forró; e a Praça da República é o lugar certo para os fãs de jazz, blues e música eletrônica. E a Casa de Cultura Hip Hop Leste faz jus ao nome, recebendo Engrenagem Urbana, As Trinca, Nas Batalhas, Viradinha e Perifa Groove.
Com tanta variedade, em um único dia é possível curtir apresentações de ícones como Roberta Miranda (Palco Parelheiros), Beto Barbosa (Campo Limpo), MV Bill (Sapopemba), Di Melo e Mundo Livre S/A (Theatro Municipal), Zé Geraldo (Praça Clóvis Bevilacqua), Ira! (República), Odair José (São João) e Bocato Quinteto (Ramos de Azevedo), entre tantos outros.
Atrações internacionais
São Paulo também mostra sua faceta acolhedora com uma lista caprichada de artistas internacionais: Manu Chao (França/Espanha), Orchestra Poly-Rythmo de Cotonou (Benin), Jazz Sabbath (Reino Unido), Scientist feat. Jah9 (Reino Unido/Jamaica), Western Standard Time Ska Orchestra (EUA), 1VERSE – K-pop (Coreia do Sul/Japão/EUA), Nyege Nyege (Uganda/Tanzânia/Holanda), Edna Martinez (Colômbia), Ras Kayleb (Reino Unido) e The Mississippi Divas (EUA) trazem um sotaque diferente a uma das maiores metrópoles do mundo.
A Virada Cultural 2026 será um encontro de diferentes linguagens artísticas, reunindo música – muita música –, dança, teatro, cortejos, intervenções urbanas, artes visuais e literatura. A edição 2026 conta com mais de 100 parceiros envolvidos, como o Sesc São Paulo, MASP, Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca, Instituto Moreira Sales, Caixa Cultural, CCBB, Centro Cultural FIESP, Itaú Cultural e Centro Cultural Coreano, entre outros.
“A proposta é transformar São Paulo em um grande circuito cultural, aproximando a programação do público e valorizando os territórios. Também buscamos valorizar os artistas locais e novos talentos”, disse Totó Parente, secretário de Cultura e Economia Criativa.
