Titãs incluem Porto Alegre (RS) e Ribeirão Preto (SP) na rota da turnê que celebra os 40 anos de "Cabeça Dinossauro"
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| Titãs | Foto: Pedro Dimitrow |
Depois da estreia em São Paulo e da passagem por Belo Horizonte e Rio de Janeiro com a turnê “Titãs – Cabeça Dinossauro 40 anos”, realizada pela 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, e apresentada pelo Itaú Live – plataforma proprietária de música do Itaú Unibanco –, a banda formada por Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto anuncia duas novas datas: em Porto Alegre (RS), no Auditório Araújo Vianna, no dia 17 de julho; e em Ribeirão Preto (SP), no Multiplan Hall, no dia 5 de setembro. A pré-venda exclusiva para clientes Itaú tem 15% de desconto no valor dos ingressos para compras realizadas com cartões de crédito do banco e começa no dia 12 de maio, às 14h; já a venda geral começa às 15h do dia 14 de maio, pelo site da Eventim. (acesse aqui).
Lançado pelos Titãs em 1986, Cabeça Dinossauro rompeu padrões, desafiou o conservadorismo e traduziu, em som e fúria, o espírito de um país em transição. O disco é considerado um dos mais icônicos e provocadores da música brasileira. E é essa força de expressão — de resistir, de questionar e de pensar o presente — que os três músicos pretendem reacender com a tour “Titãs – Cabeça Dinossauro 40 anos”.
O Brasil tentava reaprender o significado de liberdade depois de duas décadas de censura e autoritarismo quando o álbum chegou às ruas e se tornou o retrato cru de uma geração inconformada. Quatro décadas depois, em um país novamente atravessado por polarização e intolerância, o grito de Cabeça Dinossauro volta a soar necessário e atual — agora revisitado no palco por seus criadores, em um espetáculo que reacende a potência de um dos trabalhos mais marcantes da história do rock brasileiro.
“Cabeça Dinossauro marcou a nossa carreira e a história do rock nacional, não há como negar. Inventamos ali o nosso vocabulário - riffs fortes, vocais gritados, letras sintéticas e precisas, etc. Isso, somado à temática das canções, deixou uma marca profunda na nossa trajetória”, conta Sérgio Britto. Tony Bellotto comemora o acontecimento. “É emocionante celebrar um álbum que permanece atual depois de 40 anos”. “Cabeça Dinossauro, Pança de Mamute, Espírito de Porco’. Dessa pequena e poderosa letra composta em 1986 nasceu o título de um dos álbuns mais lembrados e celebrados da nossa história. Cabeça Dinossauro está fazendo 40 anos e é com imenso prazer que comemoraremos com nosso público essa data tão especial”, completa Branco Mello.
Lançado em meio ao processo de redemocratização do Brasil, Cabeça Dinossauro foi um divisor de águas. O país tentava se reencontrar após duas décadas de ditadura, enfrentando uma crise econômica e social profunda. Em um cenário em que a democracia ainda era uma promessa frágil, os Titãs lançaram um álbum que abordava censura, fé, violência e poder com uma crueza inédita. Com faixas como “Polícia”, “Igreja”, “Bichos Escrotos” e “AAUU”, a banda confrontou a hipocrisia e o autoritarismo de uma sociedade em busca de identidade. Produzido por Liminha, Vitor Farias e Pena Schmidt, o trabalho se destacou pelo som agressivo, pela estética minimalista e pelas letras que ecoavam o grito de uma juventude que queria ser ouvida.
A recepção da crítica foi explosiva. O disco foi descrito como “violento”, “áspero” e “revolucionário” por jornais e revistas da época. Adjetivos que, longe de reduzir sua potência, o consagraram como um marco da cultura nacional. Décadas depois, o álbum figura em praticamente todas as listas dos maiores álbuns da história do rock brasileiro e permanece atual em sua mensagem de inconformismo.
“Celebrar os 40 anos de Cabeça Dinossauro é reconhecer um dos discos mais transformadores da história da música brasileira e o legado dos Titãs como uma banda que deu voz a diferentes gerações. Estar presente nesse momento reforça a forma como o Itaú se relaciona com a música ao longo de seus 100 anos: não como um espectador, mas como um agente que atua na construção de acesso e de facilidades, viabilizando experiências e encontros que ficam na memória. A pré-venda exclusiva e as condições especiais para nossos clientes fazem parte desse papel de facilitador de jornada, sempre com o objetivo de gerar principalidade e estar ao lado das pessoas nos momentos que ajudam a contar a história do Brasil”, afirma Rodrigo Montesano, Superintendente de Experiências e Conexões de Marcas do Itaú.
Branco Mello (voz e baixo), Sérgio Britto (voz e teclados) e Tony Bellotto (voz e guitarra), acompanhados por Beto Lee (voz e guitarra), Mário Fabre (bateria) e Alexandre de Orio (guitarra), recriam ao vivo as músicas exatamente como foram gravadas há quarenta anos. O show segue a ordem original das faixas e preserva a força do álbum, marcado pela produção crua, sonoridade pesada e letras diretas — reunindo clássicos como “Polícia”, “Bichos Escrotos”, “AAUU” e “Homem Primata”. A direção é de Otávio Juliano, que também assinou o espetáculo Titãs Encontro e já trabalhou com nomes centrais da música brasileira, como Caetano Veloso e Maria Bethânia.
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