‘Sina de Ofélia’: Caso de IA com voz de Luísa Sonza expõe falha das plataformas e acende alerta para eleições 2026

Música levou cerca de cinco dias para ser derrubada nas plataformas de streaming

Foto: Reprodução


Recentemente, a faixa "Sina de Ofélia" viralizou nas plataformas de streaming e redes sociais. Trata-se de uma versão em português, criada por Inteligência Artificial, da música "The Fate of Ophelia" de Taylor Swift, utilizando os timbres vocais simulados de Luísa Sonza e Dilsinho. A faixa chegou a figurar em playlists virais e acumulou milhares de reproduções antes de ser derrubada.

O caso escancara múltiplas violações legais: infração de direitos autorais (da obra original de Taylor Swift) e violação de direitos de personalidade e morais (uso não autorizado das vozes dos artistas brasileiros). Além da questão autoral, o episódio levanta um debate urgente sobre a responsabilidade das Big Techs: o Spotify levou mais de cinco dias para remover o conteúdo, e a faixa ainda circula em redes como TikTok e Instagram. Se uma violação de copyright demorou dias para ser contida, qual será o impacto de deepfakes políticos na velocidade de uma campanha eleitoral em 2026?

 

Temas a discutir:

Direito autoral x direito de personalidade: Como a lei brasileira protege a voz? Embora a Lei de Direitos Autorais proteja o conjunto artístico, a voz é tratada doutrinariamente como atributo da personalidade (assim como imagem e nome).

A responsabilidade das plataformas: Por que serviços como Spotify e Meta demoram tanto para identificar e remover conteúdos gerados por IA que violam direitos claros? Existe responsabilização civil pela demora?

O perigo para as eleições de 2026: Se a moderação falhou por cinco dias em um caso de entretenimento, como garantir que deepfakes criados para destruir reputações de candidatos sejam contidos a tempo nas próximas eleições?

A responsabilização do criador anônimo: Em casos onde o autor do upload não é identificado, quem responde pelo dano moral e material causado aos artistas originais?

Monetização indevida: Como fica o repasse de royalties e lucros obtidos por perfis anônimos que utilizam IA para explorar a imagem e voz de terceiros sem consentimento?