TAYLOR SWIFT: CINCO ANOS DO ÁLBUM "LOVER", SEU PRIMEIRO APÓS DISPUTA COM ANTIGA GRAVADORA

"Lover" marca o primeiro álbum de Swift sob selo da Republic Records
Por: Mateus Buzzo

"Lover" / Foto: Republic Records


Era novembro de 2018 quando o contrato de Taylor Swift e sua antiga gravadora, a Big Machine Records, expirava enquanto a cantora e seu advogado tentavam convencer os poderosos da Big Machine a vender seu catálogo musical de volta à cantora. Essa história completa pode ser lida aqui, mas todos sabemos que não deu certo.

Em 2019, Swift assinou com a Republic Records e lançou "Lover", o primeiro sob selo da nova gravadora, em 23 de agosto de 2019. Com músicas como "The Archer" e "Cruel Summer", que foram sucessos instantâneos, o álbum foi o sétimo álbum de Taylor e o sexto a alcançar o topo da Billboard 200.

Produzido por ela mesma, o parceiro de longa data Jack Antonoff, Joel Little, Louis Bell e Frank Dukes, "Lover" foi descrito por Swift como uma carta de amor para o amor e explora temas como auto-empoderamento ("Me!"), luxúria ("I Think He Knows"), auto-julgamento ("Cornelia Street") e coração partido ("Death by a Thousand Cuts"), mas também explora temas como política ("Miss Americana & the Heartbreak Prince"), feminismo ("The Man") e direitos LGBT ("You Need to Calm Down").

Quando lançado, "Lover" foi muito bem recebido pela crítica que elogiou as letras mais maduras e a espiritualidade da música, mas criticou o uso de vários gêneros tornando o projeto incoeso. 

Para fugir do sentimentalismo, Swift trocou o nome do álbum para o atual, mas de início seria "Daylight", que é uma música do projeto, mas usou cores claras e pasteis como rosa e azul para a arte gráfica fazendo parecer como se um fã tivesse feito a arte, e a capa, nas redes sociais. Como Taylor Swift nunca lança um material sem ter certeza do que vai acontecer, já era previsto que essa arte colorida viraria trend entre os fãs e foi assim que aconteceu. Em 2019, era possível ver inúmeros fãs da cantora usando cores que remetiam ao álbum seja em suas roupas ou até mesmo em maquiagens.

Foto: Republic Records


Para promover o projeto, Taylor Swift fez um show chamado "City of Lover" no Olympia de Paris, um teatro para não mais de 2 mil pessoas sentadas, tornando a experiência bem intimista para os fãs. Além disso, uma pequena turnê entitulada "Lover Fest" também foi planejada e deveria visitar a Europa, os Estados Unidos e São Paulo para dois shows em julho de 2020, mas a pandemia do COVID-19 fez com que essa turnê fosse oficialmente cancelada em fevereiro de 2021. O Brasil só veria Taylor ao vivo em novembro de 2023 com a "The Eras Tour", cujas estimativas apontam ser a maior turnê da história da música com mais de $2 bilhões em bilheteria. Essa turnê, que é dividida por blocos e cada um deles representa um álbum da cantora, começa com o bloco "Lover". "Miss Americana & the Heartbreak Prince" abre o show por cerca de 40 segundos até Taylor partir para "Cruel Summer" e seguir com "The Man", "You Need to Calm Down", "Lover" e "The Archer" (essa última foi retirada oficialmente do setlist em 2024).

Por mais que à época do lançamento o álbum tenha sido considerado um dos melhores de sua carreira,  após os lançamentos de outros álbuns como "Folklore" (Republic, 2020), "Evermore" (Republic, 2020) e as regravações de seus antigos trabalhos, "Lover" agora é considerado um álbum fraco na discografia da cantora. Mesmo assim ele é defendido pelos seus fãs fiéis que já não sentem mais a tristeza pelo cancelamento da "Lover Fest", ao contrário, eles continuam a promover o álbum fazendo "Cruel Summer" ser a música principal do seriado da Amazon "The Summer I Turned Pretty" e "It's Nice to Have a Friend" tocar no filme de terror "M3GAN". 

Goste ou não, "Lover" está aí e marcou a transição de uma Taylor Swift revoltada e empoderada com seu "Reputation" (Big Machine Records, 2017) para uma Taylor sentimental e mais ativa politicamente, dando voz à sua vasta legião de fãs com toda sua diversidade que só precisa de amor. 


Taylor Swift no bloco "Lover" da "The Eras Tour" em São Paulo / Foto: Reprodução-Instagram




Foto: Republic Records

Foto: Republic Records