RBD no Maracanã: 20 anos de uma noite que entrou para a história

O show que seria posteriormente conhecido como Live in Rio, foi apresentado como o último da turnê Generación RBD e aconteceu no Maracanã

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Há 20 anos, o Maracanã deixava de ser apenas palco de grandes partidas de futebol para se transformar no cenário de um dos momentos mais emblemáticos da história do pop latino no Brasil. Em 8 de outubro de 2006, cerca de 50 mil pessoas se reuniram no estádio para cantar, gritar e se emocionar com o RBD, que encerrava no Rio de Janeiro sua histórica passagem pelo país.

Formado por Anahí, Dulce María, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christian Chávez e Christopher Uckermann, o grupo mexicano havia conquistado o Brasil através de Rebelde, novela exibida pelo SBT que transformou seus protagonistas em alguns dos maiores ídolos adolescentes daquela geração. A turnê brasileira passou por 12 Estados e levou o RBD a 13 apresentações, em uma verdadeira maratona que mostrou a dimensão do fenômeno por aqui.

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Mas o último capítulo dessa história precisava ser grandioso. E foi. O show no Maracanã foi gravado para se transformar em Live in Rio, lançado no ano seguinte, eternizando uma noite que ganhou contornos ainda maiores com a participação da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. No repertório, estavam sucessos como “Rebelde”, “Sálvame”, “Sólo Quédate En Silencio”, “Un Poco de Tu Amor”, “Aún Hay Algo” e “Tras de Mí”, além de “Ser o Parecer”, apresentada ao vivo pela primeira vez.

O registro transformou aquela noite em algo que poderia ser revivido incontáveis vezes. Para quem esteve no Maracanã, foi uma lembrança. Para quem acompanhou pela televisão, pelo DVD ou simplesmente cresceu ouvindo aquelas músicas, tornou-se uma cápsula do tempo. Bastavam os primeiros acordes para 2006 voltar inteiro: a novela, os uniformes, as revistas, os CDs, os pôsteres no quarto e uma geração inteira descobrindo que a música também podia ser um lugar para pertencer.

Duas décadas depois, Live in Rio continua sendo muito mais do que um registro de um show. É o retrato de um momento em que o RBD ultrapassou as fronteiras de Rebelde e se tornou um fenômeno cultural por conta própria. E talvez seja justamente por isso que aquela noite continue tão viva. O tempo passou, os seis integrantes seguiram caminhos diferentes, a adolescência ficou para trás e muita coisa mudou. Mas, quando “Rebelde” começa a tocar, o Maracanã ainda está lá.

Pela primeira vez, os fãs poderão ouvir ao material físico do áudio gravado no estádio. Uma edição em vinil duplo foi lançada no México em setembro e sai no Brasil em janeiro.

E, por alguns minutos, 2006 volta a existir.