O ‘Globo Repórter’ vai ao ar nesta sexta-feira, dia 9, logo após ‘Quem Ama Cuida’
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| Com reportagem de Bette Lucchese, programa acompanha comunidades, pesquisadores e projetos de preservação no parque nacional | Foto: Globo/Divulgação |
Patrimônio Natural da Humanidade, os Lençóis Maranhenses são muito mais do que um mar de dunas e lagoas de águas cristalinas. O ‘Globo Repórter’ desta sexta-feira, dia 9, embarca em uma jornada pelo maior campo de dunas da América do Sul para mostrar como a natureza, a ciência e a vida humana convivem em um dos cenários mais impressionantes do Brasil. Com reportagem de Bette Lucchese, o programa atravessa dunas, lagoas, rios, praias e manguezais, visita áreas preservadas do parque nacional e acompanha moradores, viajantes e pesquisadores que ajudam a explicar as mudanças desse território.
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| ‘Globo Repórter’ percorre os Lençóis Maranhenses e mostra um território em constante transformação | Foto: Globo/Divulgação |
A expedição chega aos oásis de Baixa Grande e Queimada dos Britos, localizados na parte mais remota do parque e usados como pontos de descanso durante as travessias. Nesses povoados, famílias que vivem há gerações entre as dunas recebem visitantes e contam como o turismo passou a integrar o cotidiano das comunidades. A reportagem também acompanha viajantes que percorrem cerca de 40 quilômetros em quatro dias, enfrentando longos trechos de caminhada pela areia.
Em Queimada dos Britos, Jôina Malheiros, descendente dos primeiros moradores, explica como as famílias conciliam a pesca e o turismo e revela que o avanço das dunas já a obrigou a mudar de casa. Em Betânia, Dona Maria Aparecida Santos, de 85 anos, mostra as marcas deixadas pela areia no lugar onde criou a família, mas afirma que não pretende deixar a comunidade: “Um lugar que eu amo é meu lugar, Betânia”.
O programa também investiga como se formam as dunas e as lagoas temporárias. Pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão explicam que parte da areia chega ao litoral pelos rios e é transportada pelo vento, enquanto a água das chuvas penetra no lençol freático e volta à superfície durante o período chuvoso. A equipe acompanha um dia de estudos no Rio Negro, um dos cursos d’água ligados ao equilíbrio hídrico do parque.
O movimento da paisagem também pode ser observado nas lagoas, que enchem, secam e, em alguns casos, rompem as dunas. A reportagem mostra como espécies de pequenos peixes sobrevivem ao período de estiagem: os ovos permanecem enterrados na areia e eclodem quando as chuvas voltam a encher as lagoas.
Durante um pernoite nas dunas, a equipe registra uma chuva de meteoros. Longe das luzes da cidade e em uma noite de lua nova, o fenômeno é captado pelas lentes do repórter cinematográfico Piero Caputo. A viagem segue até a Praia do Caburé, no entorno do parque, onde pesquisadores monitoram a reprodução das tartarugas marinhas. O programa acompanha o trabalho realizado em 23 quilômetros de praia e mostra o nascimento dos filhotes e o caminho até o mar. A reportagem apresenta ainda a pininga, espécie que vive nas lagoas e permanece enterrada durante os meses de estiagem.
Com o aumento da visitação, o programa aborda os desafios de conciliar turismo e conservação. Dados apresentados na reportagem mostram que o número de visitantes passou de 440 mil, em 2024, para 650 mil, em 2025. Representantes do ICMBio explicam as regras para o acesso ao parque e a importância da participação de moradores, turistas, agências e condutores na preservação da área.
Em Atins, a reportagem conhece o projeto Peixinhos da Areia, que recebe crianças da comunidade no contraturno escolar e desenvolve atividades sobre educação e natureza. O trabalho encerra a viagem com um olhar para as novas gerações que crescem próximas ao parque e aprendem sobre a responsabilidade de preservar o ambiente onde vivem.