"DNA" completa 15 anos como um dos álbuns mais ousados da carreira de Wanessa Camargo
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| Wanessa | Foto: Alê de Souza |
Há 15 anos, Wanessa mostrava que a reinvenção também fazia parte de seu DNA. Lançado em 28 de julho de 2011, o sétimo álbum de estúdio da cantora representou uma das mudanças mais ousadas de sua carreira, deixando temporariamente para trás as baladas românticas e o pop em português para mergulhar completamente na música eletrônica. Com 15 faixas gravadas em inglês, o projeto apresentou uma artista disposta a romper expectativas e ocupar um espaço ainda pouco explorado por cantoras brasileiras no início daquela década.
A transformação já havia começado a ser construída no ano anterior, com o projeto Você Não Perde por Esperar e músicas como “Worth It”, “Falling For U” e “Stuck on Repeat”. Em DNA, porém, Wanessa levou aquela proposta muito além, apostando em uma sonoridade marcada pelo electropop, house, dance music e elementos que iam do funk carioca ao dubstep. Produzido por Mister Jam, o álbum foi gravado em São Paulo e finalizado e masterizado em Nova York, nos estúdios Sterling Sound.
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| Wanessa | Foto: Alê de Souza |
“Sticky Dough”, parceria com a rapper norte-americana Bam Bam, abriu oficialmente os trabalhos e apresentou uma Wanessa provocadora, sensual e muito distante da imagem que havia marcado seus primeiros anos de carreira. Na sequência, a faixa-título “DNA” tornou-se uma das músicas mais emblemáticas do projeto, enquanto “Get Loud!” reforçou o compromisso da cantora com as pistas de dança. O repertório ainda trouxe faixas queridas pelos fãs, como “Blind Faith”, “Murder”, “Blow Me Away”, “Stuck on Repeat” e “Falling For U”, além de momentos mais românticos como “It’s Over”, provando que a mudança de sonoridade não significava o abandono completo da identidade emocional construída por Wanessa.
Em uma época na qual o pop eletrônico dominava as paradas internacionais, DNA aproximou a produção brasileira do repertório apresentado por algumas das maiores estrelas estrangeiras daquele período. Ao mesmo tempo, o projeto ajudou Wanessa a fortalecer uma ligação que se tornaria essencial em sua trajetória: a relação com o público LGBTQIA+. As apresentações em casas noturnas, a estética das performances e a liberdade presente naquela nova fase transformaram suas músicas em parte importante das pistas e consolidaram a cantora como uma das principais divas pop nacionais de sua geração.
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| Wanessa | Foto: Alê de Souza |
A divulgação do álbum acabou sendo afetada pela gravidez da artista, anunciada pouco depois do lançamento, interrompendo parte dos planos para aquela era. Ainda assim, o projeto ganhou uma nova dimensão com a DNA Tour e, posteriormente, com o álbum e DVD ao vivo lançados em 2013. Gravado em São Paulo, o espetáculo reuniu grandes produções, coreografias e diferentes momentos da carreira de Wanessa, mas manteve o universo eletrônico de DNA como seu principal fio condutor.
Quinze anos depois, DNA permanece como um símbolo de coragem artística e liberdade criativa. Mais do que uma coleção de músicas dançantes, o álbum representa o momento em que Wanessa decidiu desafiar a imagem que o público havia construído sobre ela e assumir o controle de uma nova identidade musical. Pode ter dividido opiniões em seu lançamento, mas o tempo ajudou a confirmar sua importância: DNA é um dos trabalhos mais marcantes, ambiciosos e celebrados de sua discografia, além de um registro indispensável de uma fase especialmente vibrante do pop brasileiro.
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| Wanessa | Foto: Alê de Souza |



